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HIPNOSE - Histórico

O chamado estado de transe, natural ou induzido, sabe-se por registros diversos, se faz presente ao longo da história da humanidade, nas mais diversas geografias. Seja entre os indígenas sul-americanos, seja entre os astecas, egípcios, caldeus, pigmeus , esquimós e muitos outros, encontramos referências de indução ao “sono mágico” ou outras formas de transes grupais ou individuais, com finalidade de cura de dores físicas ou patologias psíquicas; tenham estes estados alterados de consciência caráter meramente hipnótico ou de transes místicos induzidos por drogas, danças ou orações.

Na origem da chamada hipnologia podemos referir a figura de Mesmer, alemão do século 18, cujo carisma e utilização do que denominava “magnetismo animal”(posteriormente “humano”), na produção de curas em massa, chamou a atenção      do mundo científico da época, ainda que o sensacionalismo de sua prática atraísse também
perseguições e mesmo descrédito. Concomitantemente, e após ele, uma ampla      galeria de personagens marcantes deitou olhar sobre o estudo da hipnose,  como recurso terapêutico/estado alterado de consciência, seus pressupostos, seu alcance: Braid, Puységur, Liébault, Bernheim, Richet, Charcot (mestre de Freud na hipnose), cuja morte demarca a decadência do estudo da hipnose, também pelo advento e ampliação do interesse pela psicanálise freudiana.       

Mais recentemente, com uma relevância inconteste,ainda que precedido por figuras notáveis como Pavlov, Coué, Lozanov e outros, está a figura de Milton Erickson, não só responsável maior pela recondução da hipnose ao lugar que lhe é de direito, mas também pela proposição de um novo modelo, uma nova forma de ver/entender/utilizar  o recurso diferenciado hipnose, incorporando a ela a utilização de metáforas, as idiossincrasias da história do próprio cliente, bem como do chamado “transe natural”, abrindo, assim, uma nova era.


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